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sábado, 6 de agosto de 2011

De volta às origens

Ao voltarmos um pouco na História, veremos quão shaktas foram algumas civilizações.
Os egípcios usavam apenas uma túnica branca de algodão. Viviam livremente, faziam amor sob as árvores, nos lagos e não se escondiam das pessoas, não se envergonhavam de se amar. Eles sabiam que o amor é o que há de mais belo no mundo e que demonstrar esse amor é um ato sublime. Todos se respeitavam, era normal que as pessoas vissem umas as outras nuas. 
Devido àlgumas civilizações de bárbaros, tudo isso foi acabando, a maldade prevaleceu e mostrar o próprio corpo tornou-se algo feio, vergonhoso. 
Felizmente esse ciclo da História onde as pessoas se envergonham do próprio corpo está ficando para trás e estamos começando um novo ciclo, o ciclo onde os instintos humanos prevalecem, onde a amizade sincera, a lealdade e o amor voltam a ocupar seus devidos lugares, no topo da pirâmide. 
Para se falar de amor é preciso amar, amar muito, a si mesmo e a tudo que está a sua volta. 
Voltamos a engatinhar nesse sentido. Nascemos sabendo o que fazer e como agir até que nossos pais (querendo o melhor para nós) nos repreendem dizendo “isso não pode, não é assim, é feio, se fizer isso novamente vai apanhar”, e assim crescemos reprimidos de acordo com a sociedade em que vivemos. E quando nos tornamos adultos temos que procurar no passado as pequenas coisas que fizeram muita diferença para podermos ser pessoas felizes. 
Vamos mostrar ao mundo que podemos ser melhores do que somos, vamos fazer a diferença por onde passarmos; ensinando, orientando, dando o exemplo. Vamos olhar mais para nós mesmos e deixar nossos instintos aflorarem e sermos de fato seres humanos; errando e apreendendo, apreendendo e ensinando, sem medo, sem vergonha, sem se preocupar com o que os outros dirão, apenas com a certeza de estarmos crescendo a cada dia. 

Angela Arcanjo

domingo, 26 de dezembro de 2010

A Lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava

Hoje acredita que amam você?


Oswaldo Montenegro

sábado, 25 de dezembro de 2010

Alegria Contagiante

Estava perdida em meus pensamentos, transformando ideias em palavras, quando ouvi buzinas de uma carreata. Assumindo a curiosa que sou corri até a janela e presenciei uma linda cena, típica desta época do ano.
Um caminhão, daqueles antigos com carroceria de madeira, estava à frente da carreata. À sua volta e em sua carroceria muitos papais noéis. Eles sorriam, acenavam para as pessoas, dançavam...
Os carros que o seguia estavam com seus porta-malas abertos e dentro deles mais papais noéis. Eles saiam dos carros, brincavam, corriam de volta aos carros.
Alguns estavam caracterizados por completo, outros meio caracterizados,  e todos com a mesma alegria contagiante.
Muitos carros, muitos papais noéis, e o mais importante, muitos sorrisos distribuídos e recebidos.
Amo esse lugar... para sempre, minha casa.

Angela Arcanjo

sexta-feira, 30 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

Prá não dizer que não falei das flores

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer


Geraldo Vandré

domingo, 19 de julho de 2009

Vamos valorizar o que é nosso

Nossa Terra, nossos escritores, nossos artistas, os alimentos que produzimos, os equipamentos que construímos... tudo precisa ser valorizado. Você pode fazer isso agora, é simples.
Há muita gente boa trabalhando para vivermos em um lugar melhor. Essas pessoas precisam ser reconhecidas e homenageadas enquanto estão vivas.
Na maioria das vezes, um pequeno gesto faz a diferença. Pode ser uma palavra, uma ação, um olhar, uma comenda... o que importa é a atitude.
Lembre-se que milhares de pequenos gestos podem gerar algo grandioso e isto faz a diferença.
A escolha é sua! Você pode ficar parado olhando para o seu umbigo... ou entrar para a História.
Com afeto,

Angela Arcanjo

sábado, 18 de julho de 2009

Soneto de Maior Amor


Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
Vinícius de Moraes